DA INTERCEPTAÇÃO AO RESGATE

DA INTERCEPTAÇÃO AO RESGATE

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Blog - Aviões
- 01/05/2021 09:06:39

Na manhã do dia 3 de junho de 1982, soou o alarme na Base Aérea de Santa Cruz (BASC) da Força Aérea Brasileira (FAB), na região oeste do município do Rio de Janeiro.

Em prontidão, dois caças F-5E Tiger II, do Segundo Esquadrão do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (2º/1º GAVCA), decolaram imediatamente, pilotados pelos capitães-aviadores Raul José Ferreira Dias e Marco Aurélio dos Santos Coelho.

Vetorados por radares em terra, os caças quebraram a barreira do som para interceptar, sobre o mar, um bombardeiro a jato Avro Vulcan da Royal Air Force (RAF), que se dirigia rumo ao Rio de Janeiro.

Quase sem combustível, a aeronave britânica, pilotada pelo capitão Neil McDougall, retornava de um ataque, durante a Guerra das Malvinas / Falklands, a bases de radar argentinas, em Port Stanley, quando a sonda de reabastecimento quebrou.

Impossibilitada de ser reabastecida, em voo, pelos aviões-cisterna Handley Page Victor e, assim, retornar para a base, na Ilha de Ascenção, localizada a uma distância superior a 6.000 km do ponto de ataque, a alternativa para a tripulação do Vulcan foi rumar em direção à Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, e solicitar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional do Galeão.

Os caças F-5 brasileiros, do Esquadrão Pif-Paf, que partiram em missão de defesa da soberania aérea, concluíram a operação realizando uma missão de resgate.